sábado, 25 de janeiro de 2014

Agenda para dia 27|01|2014




DIA DA MEMÓRIA – PARA NÃO ESQUECER
Projeção do documentário AUSCHWITZ 2006
De Saveiro Costanzo |2007| 49 min.| Leg. Italiano



ISTITUTO ITALIANO DI CULTURA DI LISBONA

 Rua do Salitre, 146
 1250-204 Lisboa – Portugal


Tel.: + 351 213884172
 Fax: + 351 213857117

E-mail: iiclisbona@esteri.it
Web: www.iiclisbona.esteri.it




Segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 às 19h00
Sala Cinema do Instituto Italiano de Cultura

Lotação limitada. Reserva obrigatória pelo telefone. 213 884 172


Em 2006 o Presidente da Câmara de Roma, Walter Veltroni, e a comunidade Hebraica organizaram para 250 estudantes de um liceu romano uma visita ao campo de extermínio de Auschwitz, acompanhados pela máquina de filmar do realizador Saveiro Costanzo. Uma viagem pela memória com imagens do presente que se alternam às de arquivo extraídas de filmes do Istituto Luce, tornando evidente que o Holocausto não pertence apenas ao passado.



Fonte:

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Shalom, Mirembe!




Música dos Abayudaya


Sinagoga Moisés da comunidade Abayudaya, Uganda
Fotografia de Jono David


Shalom, Mirembe!, uma criação dos Abayudaya, em parceria com a artista israelita Irene Orleansky, faz parte de uma colecção de músicas de judeus de África e da Ásia .



Shalom, Mirembe – Abayudaya & Irene Orleansky


    Abayudaya (Aba Yudaya), que no dialecto bantu-luganda quer dizer “Povo de Judah”, é o nome de uma comunidade de judeus do Uganda, fundada em 1919 por Semei Kakungulu.

     Em Fevereiro de 2002, um beit din (tribunal rabínico), composto por rabinos do Movimento Conservador (Movimento Masorti na Europa), levou a cabo a conversão de centenas de membros da comunidade Abayudaya, formalizando assim a situação dos judeus do Uganda aos olhos da comunidade judaica internacional. 

    À frente da comunidade está o rabino conservador Gershom Sizomo, que foi ordenado na American Jewish University, em Los Angeles. 



Vila de Nabugoye, dos Abayudaya, com monte Elbon ao fundo
Fotografia de Jono David


    Actualmente, a maioria da comunidade vive perto da Sinagoga Moisés, na vila de Nanayoyi, nos arredores da cidade de Mbale. Outros Abayudaya vivem em pequenas aldeias, mais distantes de Mbale.

     A comunidade, para além da sinagoga, possui uma série de infraestruturas como duas escolas judaicas (elementar e secundária), uma clínica médica, uma residência para convidados e uma yeshiva, todas fundadas sob os auspícios do Movimento Conservador. 



Crianças Abayudaya
Fotografia joyofcolor.com



E por que se aproxima o Shabbat, propomos a audição de Lecha Dodi na versão dos Abayudaya.



L'cha Dodi Abayudaya Jews of Uganda


Shabbat Shalom!


Nota: segundo informações da Shavei Israel, ainda em 2008, cerca de 130 Abayudaya esperavam pela conversão ortodoxa.


 Fontes:


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Outras vítimas do Holocausto:



CIGANOS NO HOLOCAUSTO


UM OLHAR SOBRE O GENOCÍDIO DO POVO CIGANO


Crianças ciganas tocando violino numa rua de Budapeste, Hungria, 1939
Fotografia de William Vandivert


   A noite de 9 de Novembro de 1938 ficou nos anais da História, como Kristallnacht, ou “A Noite de Cristal”. Nessa noite, os nazis profanaram milhares de sinagogas, assassinaram cerca de cem judeus, e prenderam outros tantos milhares. Kristallnacht marcou o início de uma era de terror, ódio, e perseguição ao povo judeu, que os nazis classificaram como ”raça inferior”. Mais importante, Kristallnacht enviou uma mensagem ao público em geral: a violência contra os judeus era aprovada pelo Estado. 



Marzahan, o primeiro campo de concentração para ciganos na Alemanha (data incerta) – Landesarchiv Berlin

    Para os Romani (ciganos), a brutalidade policial nazi começou mais cedo. Entre 18 e 25 de Setembro de 1933, o Ministro do Interior e da Propaganda, a coberto da “Lei contra os criminosos habituais”, ordenou a prisão de ciganos por toda a Alemanha. No entanto, a acção militar mais significativa ocorreu no Verão de 1938, entre 12 e 18 de Junho, quando foi ordenada a “Semana da limpeza dos ciganos” – Zigeuneraufräumungswoche. Na Alemanha e em Áustria foi “aberta a caça” aos ciganos; presos aos milhares, foram espancados e encarcerados. 


Deportação de famílias ciganas, de Áustria para a Polónia - Setembro a Dezembro de 1939 – Dokumentationsarchiv des Oesterreichichen Widerstandes


     Entre 1933 e 1945, os ciganos, classificados pelo regime nazi como “associais” e de “raça inferior”, foram vítimas de perseguições e assassínio em massa. Muitos foram deportados para campos de concentração e de extermínio, sujeitos a trabalhos forçados, e submetidos a esterilização.


Sobreviventes ciganos durante a libertação de Bergen-Belsen, Alemanha, 1945 -
Bildarchiv Preussicher Kulturbesitz


   Após a queda do Terceiro Reich, não se conhecem esforços dos libertadores para orientar os sobreviventes ciganos. Aliás, muitos permaneceram escondidos nos campos abandonados, com medo de serem presos. O povo cigano continuou, assim, vítima de preconceitos há muito enraizados na mentalidade ocidental, tão bem “justificados” por especialistas raciais nazis que, partindo da premissa de que todos os ciganos são criminosos, pretendiam determinar cientificamente a relação da hereditariedade com a criminalidade. 



Nelly Maltseva em dança cigana romani


     Latcho Drom (“Uma Jornada Segura”) é um documentário francês, escrito e dirigido por Tony Gatlif, exibido na rubrica Un Certain Regard no Festival de Cannes de 1993. O filme, conduzido pela música, fala sobre a jornada dos ciganos, desde o Noroeste da Índia até Espanha.

     Para terminar este artigo, escolhemos dois excertos desse filme: o primeiro passado na Eslováquia, com uma sobrevivente de Auschwitz – Margita Makulová -, que canta “Aušvits – Pássaro Negro”, lembrando o isolamento e o desespero, simbolizados pela imagem de um pássaro negro, que traz consigo mensagens da Terra dos Mortos. 


“O pássaro negro entrou no meu coração e roubou-o/Aqui vivo em Aušvits, em Aušvits tenho fome/Não há um pedaço de pão para comer.
Não há nada para comer/ esta é a minha má sorte
Uma vez tive uma casa/Tenho tanta fome que podia matar. Oh, oh, Jesus, oh, oh.”



Latcho Drom - Holocausto


  O segundo, passado na Roménia, onde um grupo de músicos se reúne alegremente, para festejar a vida em liberdade depois da era de terror de Nicolae Ceausescu. 



Latcho Drom - Taraf de Haidouks


Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse"
Adaptação de Martin Niemöler do poema sobre o Nazismo “E Não Sobrou Ninguém”, de Vladimir Mayakovsky




Artigo elaborado e enviado por

Sónia Craveiro


Muito obrigada pela participação J




Fontes:

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Comemoração do nosso Tu B' Shevat!



Tu B’ Shevat 5774


A Catarina

Este ano decidimos premiar Lisboa na escolha do espaço para a nossa plantação. O espaço escolhido foi o Instituto Superior de Agronomia, na Tapada da Ajuda. Um local belíssimo que reúne todas as condições e respectivos cuidados para o desenvolvimento saudável do nosso cedro.




Queremos em primeiro lugar, agradecer à Dra. Teresa Vasconcelos, que nos permitiu a realização deste evento neste espaço, demonstrando desde o início uma total disponibilidade e acompanhamento. À direita a foto da dra. Teresa Vasconcelos.



E agora vamos dar início à nossa plantação!

Apesar do buraco para a nossa árvore já estar aberto (cortesia do Instituto), o Filipe Craveiro decidiu dar mais um jeitinho à terra!


O Juvêncio sempre pronto a colaborar e já de garrafão com a água para a rega, enquanto todos os outros estão atentos ao nosso pequeno cedro. A Ziva (acho que foi para fugir ao trabalho, fingiu estar a tirar fotos) e tenho ainda de dizer que ela nem sabe mexer na máquina…mas ok, vamos fingir que acreditamos!!!!

E agora tudo à mistura, porque o que interessa mesmo é a realização da plantação!




Aqui podemos ver o João (inspector); O Carlos (filósofo); O Rafael (fotógrafo); o Filipe (O Feliz) e por fim a Catarina (a trabalhadora). 


Os observadores: Filipe Craveiro; Dra. Teresa Vasconcelos e Paula Rodrigues.


A Sónia e a Paula Bilé não aparecem na terra junto ao cedro por razões óbvias, a Sónia está de bengala e não convém ir para terreno instável, já a Paulinha…é porque estava carregada com o casaco do Rafa e cansadíssima. Ok, não é verdade, a Paulinha estava a fazer companhia à nossa Sónia! J


Já com a missão cumprida e no caminho de volta, o tempo ainda nos ameaçou com umas gotinhas…mas não cumpriu e manteve-se muito agradável.


E por fim, os participantes do Espaço Isaac Abravanel, da direita para a esquerda: Jacinto, Paula Rodrigues, João Pedro, Filipe Leal, Juvêncio, Paula Bilé, Filipe Craveiro, Sónia, Ziva, Rafael, Carlos, Catarina e na foto de baixo, o grupo com a Dra. Teresa Vasconcelos.

O dia ainda continuou, mas a fotos pararam por aqui, sendo que vou agora aproveitar para vos dar a conhecer um pouquinho da História deste instituto que aconselhamos vivamente a visitarem.


Fundado em 1852, o Instituto Superior de Agronomia (ISA) MHIP é uma escola de graduação e pós-graduação em Ciências Agrárias, sendo o seu know-how reconhecido nacional e internacionalmente.
Com 155 anos de experiência, adapta o seu ensino à evolução tecnológica e à realidade do País, apostando na qualidade e modernização do mesmo. Integrada em 1930, Universidade Técnica de Lisboa, foi em 2013 integrado na nova Universidade de Lisboa, resultante da fusão da anterior UL com a Universidade Técnica de Lisboa. Tem cerca de 1500 alunos nos 3 ciclos de ensino, um corpo docente de 147 professores e 6 investigadores, dos quais 137 doutorados.

Localizado na Tapada da Ajuda de Lisboa desde 1917, - Parque Botânico e Ambiental com cerca de 100 ha, de reconhecido interesse - é também um local convidativo para a realização de eventos, de actividades lúdicas e para a descoberta de locais cativantes como sejam o Anfiteatro de Pedra, o Miradouro, o Jardim da Parada, o Campo de Rugby, o Observatório Astronómico de Lisboa, o Pavilhão de Exposições, o Auditório da Lagoa Branca, entre outros.



Fizemos ainda uma pequena homenagem ao pai do nosso amigo Filipe Leal, que se encontra hospitalizado e neste momento já em franca recuperação, dedicando-lhe um momento de oração pelas rápidas melhoras.



Fontes:

Espaço Isaac Abravanel
Instituto Superior de Agronomia
Fotos de Rafael Baptista e Paula Rodrigues

Neste dia aconteceu!




72 anos era realizada a Conferência para a:

“Solução final da questão Judaica”



Em 20 de janeiro de 1942, quinze oficiais de alto escalão do governo alemão e do Partido Nazi reuniram-se numa mansão chamada Wannsee, num subúrbio de Berlim, para discutir a implementação do que foi batizado como a "Solução Final da Questão Judaica". "Solução Final" era o codinome para a aniquilação física, sistemática e deliberada, de todos os judeus europeus. 


Em 1941, Adolf Hitler autorizou aquele plano de extermínio em massa.


Reinhard Heydrich, general das SS, convocou a Conferência de Wannsee com o intuito de, 1º informar o assunto colocado para discussão entre os participantes e garantir o seu apoio para a implementação da "Solução Final", e 2º para revelar que o próprio Hitler o havia nomeado Heydrich no Escritório Principal de Segurança do Reich para coordenar aquela operação.



Os presentes à Conferência sequer discutiram se o plano deveria ou não ser implementado, limitaram-se a discutir sua implementação. Por ocasião da Conferência de Wannsee, a maioria dos participantes já estava ciente de que o regime nazi havia iniciado o extermínio em massa de judeus e de cidadãos de outras etnias em áreas da União Soviética e da Sérvia ocupadas pela Alemanha.




Nenhum dos oficiais se opôs à política da Solução Final anunciada por Heydrich. Os representantes das Forças Armadas da Alemanha e das Ferrovias do Reich não estiveram presentes naquela reunião. No início de 1941, as SS a polícia já tinha negociado acordos com o Alto Comando do Exército alemão o assassinato de civis, incluindo judeus soviéticos, antes da invasão da União Soviética. No final de setembro de 1941, Hitler autorizou as Ferrovias do Reich a transportarem judeus alemães, austríacos e tchecos para determinados locais na Polónia e União Soviética, onde as autoridades alemãs completariam a tarefa matando a grande maioria dos prisioneiros.





Heydrich indicou que aproximadamente onze milhões de judeus europeus seriam submetidos às provisões da "Solução Final". Naquele número ele incluiu não só os judeus que moravam em áreas da Europa controlada pelos nazis, mas também as populações judaicas do Reino Unido e de outras nações neutras, tais como a Suíça, a Irlanda, a Suécia, a Espanha, Portugal e a parte da Turquia europeia. 





Apesar dos eufemismos que aparecem nos protocolos daquela reunião, o objetivo da Conferência de Wannsee era muito claro para todos seus participantes: coordenar a política de genocídio voltada à aniquilação total dos judeus europeus.



Interior da casa onde se realizou a Conferência de Wannsee



Artigo elaborado e enviado por

Carlos Baptista



Obrigada pela tua participação J




Fontes:


sábado, 18 de janeiro de 2014