quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Uma Herança Iluminada



Haggadot



Esta Hagadá profusamente ilustrada foi editada pelo rabino veneziano do século XVII e autor, Leone da Modena, que forneceu uma tradução judaico-italiana e um novo comentário Tseli Esh (assado no fogo), um resumo do comentário de Isaac Abravanel, ZeBaH Pesah (Páscoa oferenda sacrificial). As ilustrações retratam acontecimentos da vida do patriarca Abraão. No topo: Escolha do Abraão do seu filho mais novo, Isaque e da rejeição do mais velho, Ismael, é indicada pela colocação de Abraão, Sara, Isaac e na tenda central, enquanto Hagar e Ismael ficam sozinhos na tenda deles. Na parte inferior: o sacrifício de Isaac, (Seder Hagadá Shel Pessach (Páscoa Hagadá), Veneza, 1629, Seção hebraica, Biblioteca do Congresso Foto).




A edição da Hagadá de Veneza 1740 também tem uma tradução judaico-italiano, mas que se destina a apelar aos de língua iídiche, judeus alemães, bem como, para o hino Adir Hu (Exaltado Seja Ele) que aparece igualmente com uma tradução em judaico-alemão. O alfabeto acróstico hebraico é acompanhado por um iídiche exaltando as virtudes de D’us, Seder Hagadá Shel Pessach (Páscoa Hagadá), Veneza, 1740, Seção hebraica, Biblioteca do Congresso Foto).




A página de principal desta Hagadá exalta virtudes desta edição: uma multa de comentário e belas ilustrações dos milagres operados por D’us através dos nossos antepassados. Adicionado a isso, toda a viagem através do deserto até a divisão da terra entre as tribos, e uma representação do Templo, ele pode ser reconstruído e renovado, em breve, nos nossos dias, Amen, e assim pode ser que a Tua vontade. Gravado em placas de cobre pelo jovem Abrão bar Jacob, da família de Abraão, nosso Pai, [isto é, um prosélito ao judaísmo].

As ilustrações foram reproduzidas em várias edições subsequentes, até os dias atuais. Vemos Moisés e Arão perante o Faraó, os filhos de Israel escravizados no trabalho estão ao fundo, ( Seder Hagadá Shel Pessach (Páscoa Hagadá), Amsterdam, 1695, Seção hebraica, Biblioteca do Congresso Foto).




Dois comentários populares por Moisés Alscheich e Efraim Lenczycz foram adicionados às ilustrações populares feitas em muitas edições. A Hagadá é aberta para as ilustrações que descrevem a ordem do seder, (Ma’ale Bet Horin , Viena, 1823, Seção hebraica, Biblioteca do Congresso Foto).



Enviado por
Carlos Baptista


Obrigada J



Fonte:


Para descontrair: O que os outros dizem de nós!!!




Os judeus são tão forretas, tão forretas, 
mas tão forretas…



Que se fossem relógios…


Nem horas davam!!!!



Enviado por

Vitor Videira


Muito obrigada pela tua participação J

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Curiosidades judaicas!



Pinhel



Cidade portuguesa com cerca de 9.600 habitantes, está situada na região da Beira e é banhada pelo rio Côa. O seu nome deriva da grande quantidade de pinheiros existentes nessa zona.

Apesar do foral de Pinhel de 1200 já registar a atividade comercial dos judeus aí residentes, a comuna judaica desta antiga cidade fronteiriça deve ter-se desenvolvido apenas no início do século XV. No final deste século, favorecida pela proximidade de Espanha, vê o número de habitantes judeus ascender a cerca de 200.

Numa clara referência aos Judeus vindos dos reinos de Espanha, em Pinhel houve um ditado popular bem satírico: "Pires, Petras, Desterros e Galhanos, fugir deles são judeus castelhanos". De facto, as famílias mais comuns correspondiam aos Barzelai, Amiel, Abenazum, Ergas, Cid, Adida, Cohen e Castro.

No início do século XX, o movimento iniciado polo capitão Barros Basto, conhecido como a “Obra do Resgate” motivou as famílias de origem judaica a iniciarem a construção de uma sinagoga, e em 1931 chegaram mesmo a considerar-se publicamente judeus, celebrando o novo ano judaico.

Em 8 de maio de 1932 constitui-se a comunidade Israelita de Pinhel, cuja sinagoga ficou com o nome de “Shaaré Orah” (Portas da Luz).
Os tempos conturbados da Segunda Guerra mundial voltaram a aconselhar discrição à comunidade de Pinhel, facto pelo qual atualmente é difícil encontrar referências à localização dessa sinagoga.




Fontes: 


sábado, 25 de janeiro de 2014

Agenda para dia 29|01|2014




Presenças autorizadas somente mediante confirmação para os contactos indicados.

Telfs: 21 391 90 08 21 391 75 66


Fonte:


Agenda para dia 27|01|2014




DIA DA MEMÓRIA – PARA NÃO ESQUECER
Projeção do documentário AUSCHWITZ 2006
De Saveiro Costanzo |2007| 49 min.| Leg. Italiano



ISTITUTO ITALIANO DI CULTURA DI LISBONA

 Rua do Salitre, 146
 1250-204 Lisboa – Portugal


Tel.: + 351 213884172
 Fax: + 351 213857117

E-mail: iiclisbona@esteri.it
Web: www.iiclisbona.esteri.it




Segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 às 19h00
Sala Cinema do Instituto Italiano de Cultura

Lotação limitada. Reserva obrigatória pelo telefone. 213 884 172


Em 2006 o Presidente da Câmara de Roma, Walter Veltroni, e a comunidade Hebraica organizaram para 250 estudantes de um liceu romano uma visita ao campo de extermínio de Auschwitz, acompanhados pela máquina de filmar do realizador Saveiro Costanzo. Uma viagem pela memória com imagens do presente que se alternam às de arquivo extraídas de filmes do Istituto Luce, tornando evidente que o Holocausto não pertence apenas ao passado.



Fonte:

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Shalom, Mirembe!




Música dos Abayudaya


Sinagoga Moisés da comunidade Abayudaya, Uganda
Fotografia de Jono David


Shalom, Mirembe!, uma criação dos Abayudaya, em parceria com a artista israelita Irene Orleansky, faz parte de uma colecção de músicas de judeus de África e da Ásia .



Shalom, Mirembe – Abayudaya & Irene Orleansky


    Abayudaya (Aba Yudaya), que no dialecto bantu-luganda quer dizer “Povo de Judah”, é o nome de uma comunidade de judeus do Uganda, fundada em 1919 por Semei Kakungulu.

     Em Fevereiro de 2002, um beit din (tribunal rabínico), composto por rabinos do Movimento Conservador (Movimento Masorti na Europa), levou a cabo a conversão de centenas de membros da comunidade Abayudaya, formalizando assim a situação dos judeus do Uganda aos olhos da comunidade judaica internacional. 

    À frente da comunidade está o rabino conservador Gershom Sizomo, que foi ordenado na American Jewish University, em Los Angeles. 



Vila de Nabugoye, dos Abayudaya, com monte Elbon ao fundo
Fotografia de Jono David


    Actualmente, a maioria da comunidade vive perto da Sinagoga Moisés, na vila de Nanayoyi, nos arredores da cidade de Mbale. Outros Abayudaya vivem em pequenas aldeias, mais distantes de Mbale.

     A comunidade, para além da sinagoga, possui uma série de infraestruturas como duas escolas judaicas (elementar e secundária), uma clínica médica, uma residência para convidados e uma yeshiva, todas fundadas sob os auspícios do Movimento Conservador. 



Crianças Abayudaya
Fotografia joyofcolor.com



E por que se aproxima o Shabbat, propomos a audição de Lecha Dodi na versão dos Abayudaya.



L'cha Dodi Abayudaya Jews of Uganda


Shabbat Shalom!


Nota: segundo informações da Shavei Israel, ainda em 2008, cerca de 130 Abayudaya esperavam pela conversão ortodoxa.


 Fontes:


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Outras vítimas do Holocausto:



CIGANOS NO HOLOCAUSTO


UM OLHAR SOBRE O GENOCÍDIO DO POVO CIGANO


Crianças ciganas tocando violino numa rua de Budapeste, Hungria, 1939
Fotografia de William Vandivert


   A noite de 9 de Novembro de 1938 ficou nos anais da História, como Kristallnacht, ou “A Noite de Cristal”. Nessa noite, os nazis profanaram milhares de sinagogas, assassinaram cerca de cem judeus, e prenderam outros tantos milhares. Kristallnacht marcou o início de uma era de terror, ódio, e perseguição ao povo judeu, que os nazis classificaram como ”raça inferior”. Mais importante, Kristallnacht enviou uma mensagem ao público em geral: a violência contra os judeus era aprovada pelo Estado. 



Marzahan, o primeiro campo de concentração para ciganos na Alemanha (data incerta) – Landesarchiv Berlin

    Para os Romani (ciganos), a brutalidade policial nazi começou mais cedo. Entre 18 e 25 de Setembro de 1933, o Ministro do Interior e da Propaganda, a coberto da “Lei contra os criminosos habituais”, ordenou a prisão de ciganos por toda a Alemanha. No entanto, a acção militar mais significativa ocorreu no Verão de 1938, entre 12 e 18 de Junho, quando foi ordenada a “Semana da limpeza dos ciganos” – Zigeuneraufräumungswoche. Na Alemanha e em Áustria foi “aberta a caça” aos ciganos; presos aos milhares, foram espancados e encarcerados. 


Deportação de famílias ciganas, de Áustria para a Polónia - Setembro a Dezembro de 1939 – Dokumentationsarchiv des Oesterreichichen Widerstandes


     Entre 1933 e 1945, os ciganos, classificados pelo regime nazi como “associais” e de “raça inferior”, foram vítimas de perseguições e assassínio em massa. Muitos foram deportados para campos de concentração e de extermínio, sujeitos a trabalhos forçados, e submetidos a esterilização.


Sobreviventes ciganos durante a libertação de Bergen-Belsen, Alemanha, 1945 -
Bildarchiv Preussicher Kulturbesitz


   Após a queda do Terceiro Reich, não se conhecem esforços dos libertadores para orientar os sobreviventes ciganos. Aliás, muitos permaneceram escondidos nos campos abandonados, com medo de serem presos. O povo cigano continuou, assim, vítima de preconceitos há muito enraizados na mentalidade ocidental, tão bem “justificados” por especialistas raciais nazis que, partindo da premissa de que todos os ciganos são criminosos, pretendiam determinar cientificamente a relação da hereditariedade com a criminalidade. 



Nelly Maltseva em dança cigana romani


     Latcho Drom (“Uma Jornada Segura”) é um documentário francês, escrito e dirigido por Tony Gatlif, exibido na rubrica Un Certain Regard no Festival de Cannes de 1993. O filme, conduzido pela música, fala sobre a jornada dos ciganos, desde o Noroeste da Índia até Espanha.

     Para terminar este artigo, escolhemos dois excertos desse filme: o primeiro passado na Eslováquia, com uma sobrevivente de Auschwitz – Margita Makulová -, que canta “Aušvits – Pássaro Negro”, lembrando o isolamento e o desespero, simbolizados pela imagem de um pássaro negro, que traz consigo mensagens da Terra dos Mortos. 


“O pássaro negro entrou no meu coração e roubou-o/Aqui vivo em Aušvits, em Aušvits tenho fome/Não há um pedaço de pão para comer.
Não há nada para comer/ esta é a minha má sorte
Uma vez tive uma casa/Tenho tanta fome que podia matar. Oh, oh, Jesus, oh, oh.”



Latcho Drom - Holocausto


  O segundo, passado na Roménia, onde um grupo de músicos se reúne alegremente, para festejar a vida em liberdade depois da era de terror de Nicolae Ceausescu. 



Latcho Drom - Taraf de Haidouks


Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse"
Adaptação de Martin Niemöler do poema sobre o Nazismo “E Não Sobrou Ninguém”, de Vladimir Mayakovsky




Artigo elaborado e enviado por

Sónia Craveiro


Muito obrigada pela participação J




Fontes: