sexta-feira, 18 de abril de 2014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O Rebe - Uma grande alma



Gostaria de vos escrever apenas algumas palavras em homenagem a um grande Rabi Ortodoxo chamado O Rebe, visto a história e a sabedoria deste homem serem paradigmáticas de uma grande alma, que trouxe aos seus a luz, em momentos de grande aflição e desespero.

O Rebe foi o 7º e último líder do movimento "Chabad Lubavitcher" um movimento místico ortodoxo.
Menachem Mendel Schneersohn (em hebraico מנחם מנדל שניאורסון,) nasceu na Ucrânia em Nikolayev, 18 de abril de 1902  e faleceu com 92 anos em Nova York, 12 de junho de 1994) Menachem era um Rabino Ortodoxo, nascido numa família de tradição Rabinica, seu pai e seu avô materno eram Rabis, daí ter sido um homem muito culto, tendo sido incentivado por seu pai a estudar Ciências, Línguas como o inglês, latim, italiano, francês e georgiano, para além claro das Escrituras sagradas da Toráh e do Talmud, e o estudo da tradição da Halachá (em hebraico הלכה).

Na recém criada União Soviética, a comunidade judaica e o movimento Chabad Lubavitcher tiveram na pessoa de Menachem Mendel a liderança para manter viva a comunidade diante das perseguições comunistas que fecharam sinagogas, escolas e lideres judeus eram presos.

Em 1929 casou-se com Chaya Mishka e mudara-se para Berlim para estudar Filosofia e Matemática, mudando-se para Paris em 1933 após a ascensão do Nazismo, e com a invasão da França pelos alemães na II Guerra, o casal foge para Lisboa 1941, tendo estado algum tempo em Portugal onde deixou grandes ensinamentos e saudades na comunidade judaica portuguesa e emigrou no mesmo ano para os Estados Unidos da América, sentindo a dor de milhares de judeus por ter perdido muitos dos seus familiares e amigos no holocausto.

Num dos seus discursos disse: "Os três amores de nosso povo são 

- o amor a Deus,
- o amor pela Torah e o 
- o amor pelo nosso semelhante.

Assim são na realidade um único e mesmo amor"

O Rebe deixou-nos como legado uma grande obra escrita de livros, cartas e artigos, celebrizou-se como um dos mais importantes lideres religiosos do século XX, a sua fama atravessou fronteiras, ultrapassou barreiras de raça, cor e credo, sendo admirando e estimado em todo o mundo.

Exorto-vos pois a procurarem saber mais sobre este grande homem que sendo judeu e um grande temente a D-us, visitem pois as páginas da Chabad Lubavitcher.

Martires - Rikva e Gavriel Holtzberg





Ao falarmos do judaísmo, da nossa fé e do nosso povo, devemos lembrar dos mártires judeus, que ainda continuam a ser mortos, porque simplesmente são judeus.

Não é possivel compreer o ódio, seja de cariz religioso, político, racial ou cultural, perguntamo-nos como se pode odiar um povo só por ser judeu? Somos uma minoria de apenas 15 milhões.

Mas falemos de uma família que foi martirizada, trata-se de um casal e seus filhos, Rikva e Gavriel Holtzberg, do movimento Chabad Lubavitch.

Gavriel nasceu em Israel no ano de 1979, sua mulher Rikva nasceu em 1980, também em Israel, depois de casados foram nomeados para a comunidade Israelita de Bombaim, tinham 3 filhos e desfrutavam de grande simpatia e admiração, não só por membros da comunidade judaica mas também por outros locais.

No ano de 2008, o jovem casal foi barbaramente assassinado juntamente com dois de seus três filhos e mais 3 outros membros da comunidade que estavam em sua casa.

O crime perpetrado por fanáticos muçulmanos, ocorreu na mesma altura dos atentados aos hotéis em Bombaim, e visou também a comunidade israelita local, tendo-os feito reféns , o crime foi bárbaro ao ponto de humilhar e violar todas as vitimas e de lhes mutilarem os órgãos genitais, causando-lhes uma morte lenta. O Horror foi indescritível, e demonstra o tamanho ódio doentio anti-semita.

Supõe-se que momentos antes de morrer o Rabbi Gavriel tenha colocado sobre as vitimas o talit (manto judaico de orações) pois foi assim que foram encontrados dentro da residência pela polícia indiana. Não é este tipo de mensagens que gostaria de escrever, mas por vezes é necessário lembrar, sobretudo homenagear os mártires, que viveram verdadeiramente a sua fé judaica sem medo, e doando-se a serviço da comunidade local, calar-mo-nos e fingir-mos que não existe é pior é esqueçe-los é permitir.


Que HaShem, não permita que isto volte a se repetir.

Autoria de Filipe de Freitas Leal (de Conhecer o Judaísmo)