domingo, 28 de dezembro de 2014

Mesureiro





O que faz muitas mesuras, respeitoso, cerimonioso, reverente, acenando com a cabeça.
Esta palavra parece derivar de Mezuzá e das respectivas vénias feitas pelos judeus ao entrarem em casa.






Retirado do livro: “Gente da Nação além e aquém do
 Côa, Judeus Sefarditas”, Pág.240.




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Centro de Memória Judaica em Vila Nova de Paiva pronto em 2016








18-12-2014 14h09
 Agência Lusa 



Vila Cova à Coelheira, Viseu, 18 dez. (Lusa) - O Centro de Memória Judaica de Vila Cova à Coelheira, no concelho de Vila Nova de Paiva, que integra um projeto da Rede de Judiarias, deverá estar concluído em 2016, disse hoje o presidente da Câmara, José Morgado.

O autarca explicou que as obras no edifício e arranjos exteriores - um projeto de 200 mil euros apoiado pelo Proder - ficarão prontas até ao final deste ano.

Paulo Celso, um dos responsáveis pela estratégia museográfica do Centro de Memória Judaica de Vila Cova à Coelheira, explicou que vai agora começar "um trabalho de investigação que tem como objetivo a produção de conteúdos", envolvendo uma equipa de mais de 20 pessoas.

"Estas memórias de origem judaica, como todas as outras memórias que fazem parte da nossa herança ancestral e cultural de base judaico-cristã, são sempre importantes preservar, não só para as nossas gerações, mas também para as vindouras", frisou.

Segundo o responsável, trata-se da "construção da história de uma comunidade com base em testemunhos diretos e documentais e, sobretudo, com base num núcleo histórico e urbano que Vila Cova à Coelheira tem e que, nalguns casos, ainda está bastante preservado".

Segundo Paulo Celso, este será "um projeto inovador", que seguirá as novas estratégias museográficas "que aliam conteúdos de alta qualidade, de trabalho sério e profissional de investigação com as novas tecnologias".

Jorge Oliveira Pinto, autor da obra "Vila Cova à Coelheira - um encontro com a história", referiu que não se sabe ao certo em que século os primeiros judeus chegaram à freguesia.

"Sabemos sim que, fazendo fé na memória do povo, teria havido uma sinagoga", explicou, contando ser essa a designação atribuída a um edifício situado num dos bairros mais antigos, o que faz crer que antes de 1497 já aí residiam judeus.

Na pesquisa que fez para a sua obra identificou diversos processos inquisitoriais, "sendo que, pelo menos, cinco pessoas foram queimadas em autos de fé".

"Os frutos da violenta perseguição surtiram efeitos de tal forma que, em Vila Cova à Coelheira, só no terceiro quartel do século XX se conseguiu por fim ao estigma racial que tão mal fez a esta terra e às suas gentes", acrescentou.

Ainda hoje, os habitantes da freguesia são conhecidos na região como "os judeus de Vila Cova".



AMF // SSS

Lusa





Via: portocanal.sapo.pt




terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Desejamos a todos vós...




Chag Sameach Chanuká!



Pintura de Eden Chorouki

Lápide em Torres Vedras




Poucas lápides de cemitérios judeus nos chegaram até hoje, isto porque após 1497, a grande maioria dos jazigos hebraicos foram simplesmente profanados, suas lápides partidas, retiradas ou mesmo reutilizadas como aconteceu com o cemitério judeu de Lisboa, onde muitas das pedras tumulares foram reaproveitadas na construção do Hospital  Real de Todos os Santos, (construído entre 1492 e 1504).






Maqueta do  antigo Hospital.




Segundo a historiadora Maria José Ferro Tavares, as lápides judaicas que sobreviveram até à actualidade, foi porque as mesmas foram objecto de uma reutilização cristã.

Caso único na Península, é a lápide que está exposta ao público no Museu Leonel Trindade em Torres Vedras.





Estelas funerárias no Museu Municipal Leonel Trindade.

(A estela representando as Tábuas da Lei, a segunda a contar da esquerda - primeira fila).

Foto de C@rlos B@ptista