No próximo dia 26 de Janeiro, pelas 21h00, no
Teatro Nacional de São Carlos, recital e filme-concerto, evocativo do Dia
Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Este blogue é dedicado ao judaísmo no seu sentido mais amplo. É um espaço de estudo e partilha sobre religião, património cultural e história de personalidades ou regiões judaicas. Desde já convidamos todos os que estiverem interessados em participar a fazê-lo da seguinte forma: Poderão enviar os vossos textos, fotos, pinturas e vídeos para o seguinte email: Isaacabravanel.espaco@gmail.com Contacte-nos para mais esclarecimentos. Este espaço é de todos. Participem, nós contamos convosco!
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Viver, ou talvez não
“Viver com o credo na boca.”
O medo das pessoas de serem acusadas de judaizar secretamente, levou
a que várias expressões ficassem eternizadas no vocábulo português.
Fonte: "Gente de
Nação, além e aquém do
Côa” (Judeus sefarditas), de autoria de Adriano Vasco Rodrigues e Maria da Assunção Carqueja
sábado, 10 de janeiro de 2015
Paris - 2015
Em homenagem ao reféns assassinados no Hyper Cacher, em Paris.
Yoav
Hattab, Philippe Braham, Yohan Cohen, e François-Michel Saada.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
domingo, 4 de janeiro de 2015
Ladino
Falar ladino ou um antigo dialecto do castelhano, pode indicar
uma possível ascendência judaica
uma possível ascendência judaica
O ladino, também conhecido como idioma judeu-espanhol, sefaradi, cripto-judeu, Judesmo, Hakitia ou Spanyol, teve suas origens em 1492, quando os judeus foram expulsos de Espanha. Ao longo dos séculos, o espanhol do final do século XV, como era falado pelos judeus, sofreu algumas alterações geradas pela influência de vários idiomas dos países aos quais os judeus sefarditas emigraram.
Ladino atende aos critérios de uma língua distinta e não é apenas um dialecto do espanhol. No entanto, o ladino e o espanhol não são idiomas tão diferentes, permitindo que aqueles que dominam um ou outro possam se comunicar entre si. Existem fortes e óbvias semelhanças, tais quais existem, por exemplo, entre o espanhol e o português.
O idioma dos sefarditas
Quando os 150.000 a 300.000 judeus abandonaram a Espanha, eles levaram consigo as suas línguas. Levaram o hebraico, a língua de oração e estudo, que não era usado em casa ou nas ruas. A língua de uso diário era o espanhol-castelhano como era falado em fins do século XV. A língua que muitos judeus exilados levaram consigo quando deixaram a Espanha em 1492, coincidiu com o castelhano em muitas características, mas tinha seguido a sua própria evolução através do judaico-latino, combinado com o hebraico, o aramaico, os vários dialectos da península e o judaico-árabe ao longo dos séculos. Em cada uma de suas novas casas, adquiriu elementos das línguas vizinhas, preservando seu núcleo ibérico. Tornou-se uma expressão única de tradições judaicas, estilo de vida, cultura, instituições e crenças.
É interessante notar que uma notável diferença gramática entre o espanhol e o ladino, é que este último não usa as formas "usted" e "ustedes" do pronome de segunda pessoa, esta utilização foi desenvolvida em espanhol depois de os judeus abandonaram o país. Da mesma forma, o ladino distingue os sons do B e V. Mais uma vez, somente após o século XV, os espanhóis deram a essas duas consoantes um som idêntico. Algumas outras características do espanhol, tais como o ponto de interrogação invertido e a utilização da letra ñ, também estão ausentes no ladino.
Tradicionalmente, o ladino foi escrito usando o alfabeto hebraico com a escrita da direita para a esquerda. Hoje, o alfabeto latino (o mesmo usado em inglês e em espanhol) é mais comummente usado, excepto em alguns textos religiosos.
O ladino, certamente, não foi preservado por causa do amor e lealdade a Espanha. Muito sofrimento estava envolvido na expulsão, as conversões forçadas e as perseguições pela Inquisição ao longo dos séculos. Foi a manutenção da vida judaica com a sua religião e todas as suas práticas especiais que conservaram o ladino vivo. Judeus praticantes tiveram que viver em comunidades coesas. O ladino foi preservado porque os judeus se mantiveram unidos. Vivendo muitas vezes em lugares remotos, os judeus não podiam sequer ter percebido que sua língua vinha da Espanha.
Desde a expulsão, o ladino foi falado no norte da África, Egipto, Grécia, Turquia, a ex-Jugoslávia, Bulgária, Roménia, França, Israel, Estados Unidos e América Latina.
Uma língua ameaçada
A agência das Nações Unidas UNESCO produz, anualmente, um Atlas das Línguas em Perigo. Ladino é listado como sendo "seriamente ameaçado de extinção". Com excepção a um pequeno grupo de entusiastas e académicos, o mundo teve pouco conhecimento da morte do ladino.
Hoje, apenas um número entre 100.000 e 200.000 pessoas falam o ladino, principalmente pessoas com mais de 50 anos de idade, muitos deles tendo emigrado para Israel, onde a língua não foi transmitida para seus filhos ou netos.
Portanto, a questão que permanece é se o ladino será extinto. É a linguagem de Maimónides, do poeta Yehuda Halevi e de toda a tradição da Cabala, o Zohar, e do Código da Lei Judaica, pelo rabino sefardita Joseph Caro. Embora os estudiosos ainda serão capazes de ler o ladino, uma vez que uma língua não está mais "viva", ela deixa de contribuir para o desenvolvimento cultural, social e intelectual de um povo.
Um renascimento do ladino
Esforços vêm sendo feitos para manter o idioma ladino vivo. Há um pequeno renascimento entre as comunidades sefarditas, especialmente na música, aonde se nota uma crescente audiência. Existem festivais culturais ladinos e as cinco principais universidades israelitas ensinam o ladino e possuem departamentos que se concentram em estudos sefarditas.
Se o objectivo será transmitir o ladino e a sua rica cultura às futuras gerações, um enorme esforço será necessário para ensinar e usar o idioma, mesmo que de forma secundária.
Judeus sefarditas no Império Otomano
Fonte: "Name Your Roots"
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
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